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Minhas melhores recomendações literárias

  • Writer: Mari Lima
    Mari Lima
  • Apr 12, 2025
  • 7 min read

Updated: Aug 30, 2025

A leitura sempre foi meu passaporte para outros mundos, mas também minha forma favorita de entender o meu próprio. Alguns livros são tão marcantes que viram parte da gente — histórias que carregamos como memórias, personagens que parecem amigos e frases que grudam na pele. Hoje eu quero te recomendar algumas dessas obras que me transformaram, cada uma à sua maneira.


Hoje, quero te apresentar sete livros que marcaram minha vida — cada um de um jeito único — e que podem marcar a sua também. São histórias de amadurecimento, cartas que parecem ter sido escritas para nós, clássicos que ainda respiram na nossa época e romances que aquecem até os corações mais céticos.



1. O Diário de Anne Frank — Anne Frank


O que mais me impressiona em O Diário de Anne Frank não é apenas o peso histórico, mas a voz tão viva e íntima de uma garota que, em meio ao horror da guerra, ainda conseguia sonhar, rir, se irritar, se apaixonar. É impossível não sentir que Anne é uma amiga próxima, alguém que confidencia suas maiores inseguranças e seus maiores sonhos, sem medo de se mostrar vulnerável.


Ler o diário é mais do que conhecer fatos da Segunda Guerra Mundial, é olhar para dentro de um coração jovem que, mesmo cercada pelo medo, escolhia acreditar no que havia de bom nas pessoas. É um livro que me fez questionar como eu usaria minha própria voz se soubesse que o amanhã é incerto. Além de me fazer questionar sobre minha própria gratidão à vida.


Por isso, O Diário de Anne Frank não é apenas uma leitura obrigatória nas escolas, é um lembrete poderoso de que nossas palavras importam. E de que esperança, mesmo frágil, é uma força inabalável. Além de ensinar para muitos que não tinham noção do que foi a segunda guerra mundial.


Pessoas mortas recebem mais flores do que as vivas porque o sentimento de arrependimento é maior do que o de gratidão. - Anne Frank.


2. Eleanor & Park — Rainbow Rowell


Eleanor & Park é um daqueles livros que parecem bobinhos, mas que carregam camadas emocionais bem profundas. A primeira vez que li foi com 14 anos, no auge da minha adolescência, enquanto estava apaixonada por um menino da minha sala. E, simplesmente, esse livro que me fez realmente começar a apreciar a leitura. É sobre dois adolescentes que se encontram no ônibus escolar, e esse encontro muda tudo. É sobre as pequenas coisas que constroem um vínculo: uma música compartilhada, um quadrinho emprestado, um silêncio confortável. O friends to lovers mais fofo da história.


O que eu amo nesse livro é como ele retrata o amor adolescente de forma verdadeira: com inseguranças, intensidade e aquela sensação de que cada momento é infinito. Eleanor e Park não são personagens perfeitos, eles são reais, com cicatrizes e narrativas próprias, e talvez seja exatamente isso que nos faz amá-los tanto.


Esse livro é para quem acredita que o amor pode florescer nos lugares mais improváveis, e para quem entende que, às vezes, ser visto por alguém é o maior presente que se pode receber. Inclusive, acho que foi essa leitura que criou padrões tão claros de relacionamento em mim hahaha.


To be loved is to be known.


3. As Vantagens de Ser Invisível — Stephen Chbosky


Ler As Vantagens de Ser Invisível é como abrir uma carta de um amigo muito querido. Charlie, o protagonista, escreve para alguém que nunca conhecemos, mas que poderia ser qualquer um de nós. É um livro sobre amizade, amor, dor, e sobre aprender a se permitir viver.


A narrativa é simples, mas carrega aquela melancolia bonita que faz a gente sublinhar frases e querer guardá-las para sempre. É impossível não se reconhecer, em algum momento, nos sentimentos do Charlie, seja na timidez, na sensação de não pertencer, ou naquela primeira vez que a vida parece realmente grandiosa. Eu li esse livro pela primeira vez esse ano, no auge das mudanças de adolescente para jovem adulta e ainda acho que nenhum outro livro representou melhor a adolescência do que esse.


Mais do que uma história sobre amadurecimento, é um convite para abraçar nossas estranhezas e lembrar que ser “invisível” também pode ser uma escolha, mas que, às vezes, vale a pena se deixar ver.


“I don’t know if I will have the time to write any more letters because I might be too busy trying to participate. So if this does end up being the last letter, I just want you to know that I was in a bad place before I started high school, and you helped me. Even if you didn’t know what I was talking about or know someone who’s gone through it, you made me not feel alone. Because I know there are people who say all these things don’t happen. And there are people who forget what it’s like to be 16 when they turn 17. I know these will all be stories someday. And our pictures will become old photographs. We’ll all become somebody’s mom or dad. But right now these moments are not stories. This is happening. I am here and I am looking at her. And she is so beautiful. I can see it. This one moment when you know you’re not a sad story. You are alive, and you stand up and see the lights on the buildings and everything that makes you wonder.” - The Perks of Being a Wallflower

Esse livro tem uma adaptação em filme mas, vai por mim, LÊ O LIVRO!



4. A Hora da Estrela — Clarice Lispector


Acho que esse nem precisa de explicação, ser escrito pela Clarice Lispector já é suficiente, né?


Clarice tem o poder de transformar o banal em poesia. Em A Hora da Estrela, ela nos apresenta Macabéa, uma jovem nordestina no Rio de Janeiro, que vive quase despercebida pelo mundo. Mas, nas mãos de Clarice, cada detalhe da vida dessa personagem ganha um brilho triste e ao mesmo tempo belo. Uma das coisas que mais me encanta no estilo de escrita da Clarice no geral é a incrível capacidade que essa mulher tem de nos conectar aos personagens, a tal da descrição psicológica que ouvimos tanto nas aulas de literatura.


A escrita é íntima, quase como se Clarice falasse direto com a gente e, ao mesmo tempo, é cheia de silêncios e pausas que dizem muito mais do que qualquer frase longa. É um livro curto, mas que ecoa muito mesmo depois da última página.


Essa é a leitura perfeita para quem quer mergulhar na profundidade dos sentimentos humanos e entender como até a vida mais aparentemente simples carrega um universo inteiro de significados.



5. Cartas a um Jovem Poeta — Rainer Maria Rilke


Esse não é um livro para ler correndo. Cartas a um Jovem Poeta é para ser saboreado devagar, com uma xícara de café do lado e o coração aberto. Rilke responde a cartas de um jovem aspirante a escritor, mas o que ele oferece vai muito além de conselhos literários, são reflexões sobre solidão, arte, amor e o próprio sentido de existir.


É literalmente um poeta conversando com outro poeta sobre a vida.


Ler Rilke é como receber um abraço intelectual e emocional ao mesmo tempo. Ele nos lembra que criar — seja poesia, seja qualquer outra forma de expressão — é um ato profundamente pessoal, e que não devemos buscar validação fora antes de escutar nossa própria voz.


É um livro que volta para a estante, mas nunca realmente vai embora, porque a gente acaba voltando a ele sempre que precisa se reencontrar.



6. Emma — Jane Austen


Se você ainda não leu Jane Austen, Emma é uma porta de entrada deliciosa. Emma Woodhouse é uma jovem rica, inteligente e… um pouco convencida de que sabe o que é melhor para todo mundo ao seu redor. No começo, você pode até ficar um pouco irritada com ela, mas aí, página após página, vai percebendo como Austen constrói com maestria o amadurecimento dessa protagonista.


O humor sutil, as críticas sociais e, claro, o romance fazem desse livro um clássico irresistível. Austen tem um talento incrível para falar sobre temas universais — como amor, amizade e orgulho — de um jeito que, mesmo mais de 200 anos depois, a história continua atual.E, Sim, meu tipo perfeito de homem continua sendo o Mr. Knightley, mesmo depois de 3 anos de leitura.


É um livro que aquece o coração, mas também nos dá aquele toque de realidade: nem sempre sabemos tanto quanto pensamos. Especialmente, em relação as pessoas que amamos.


“If I loved you less, I might be able to talk about it more. But you know what I am. You hear nothing but truth from me. I have blamed you, and lectured you, and you have borne it as no other woman in England would have borne it. Bear with the truths I would tell you now, dearest Emma, as well as you have borne with them.”

Outro com adaptação para filme, mas, sério, tendo o original, quem é o maluco de ver o filme?



7. Melhor do que nos Filmes — Lynn Painter


Se você procura um livro leve, engraçado e ao mesmo tempo emocionante, Melhor do que nos Filmes é exatamente o que você precisa. A protagonista é uma romântica incurável que almeja conquistar seu amor verdadeiro, tem talento especial em se meter em situações constrangedoras e, claro, se apaixonar pelo seu vizinho no meio disso tudo.


O que mais amo na Lynn Painter é como ela consegue criar histórias que são, ao mesmo tempo, fofas e profundamente relacionáveis. A química entre os personagens é deliciosa, cheia de diálogos afiados e momentos dignos de comédia romântica. Escrita dela te coloca como o espectador de um filme de romance escrito.


Esse livro é perfeito para aquelas tardes em que você quer se sentir protagonista da sua própria história e lembrar que, sim, às vezes a vida pode ser tão mágica quanto nos filmes. Nesse caso, até melhor!


“Ela. Não. É. Você.”, “Enemies to lovers, it’s our trope, Buxbaum“ - Wes.


💌 E aí, qual desses vai para a sua lista primeiro? Se você já leu algum, me conta aqui nos comentários — e se ainda não, talvez seja o momento perfeito para encontrar um novo livro que fale direto com o seu coração.


Obrigada pela leitura!


 
 
 

2 Comments


Guest
Aug 21, 2025

Eu sou apaixonada por Eleanor e Park! juro pqp

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Gabis
Aug 01, 2025

Amo ainda por cima a diva é leitora kkkkkk❤️

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©2025 by Coisadegarota. Com amor, Mariana Lima

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