Conrad Fischer e a obsessão coletiva por um garoto que sequer existe
- Mari Lima

- Aug 21, 2025
- 5 min read
Updated: Aug 30, 2025
Existem personagens que entram na cultura pop e desaparecem tão rápido quanto chegaram. E existem aqueles raros que ficam. Permanecem. Se agarram a um canto da nossa alma e se recusam a sair. Conrad Fischer é um desses.
E isso não é só porque é o Chris Briney atuando, tá? Ele, sim, roubou corações com seu charme nas telas, mas nosso querido Conrad é muito mais que isso hahaha!
Ele não é só um personagem de série, não é apenas um crush fictício. Conrad é uma sensação, um suspiro coletivo, um símbolo do que significa amar de forma tão intensa que até dói (e, talvez, mais importante ainda, ser amado de volta de um jeito que poucas histórias conseguem transmitir). E eu ainda arrisco dizer que ele é o motivo de muitas de nós ainda creditarmos no amor hahaha!
Mas antes de falar sobre o porquê de ele ter se tornado essa figura quase mítica para a nossa geração, precisamos entender: quem é Conrad Fischer?

O Retrato de Conrad
Conrad é o primogênito da família Fisher, da série baseada nos livros de Jenny Han, The summer I turned pretty, aquele que carrega o peso do mundo nos ombros sem nunca pedir ajuda.
Ele é bonito, e não apenas no sentido superficial. Há algo no olhar dele que transmite um universo inteiro de sentimentos não ditos. É o tipo de beleza que você não consegue descrever sem falar da melancolia, do mistério e da profundidade que a acompanham. Conrad não é feito para ser “perfeito”; ele é feito para ser real. E é isso que nos prende.
Ele ama em silêncio.
Ele observa mais do que fala.
Ele tem aquele jeito de parecer inalcançável e, ao mesmo tempo, de nos fazer sentir que somos a única pessoa que realmente importa para ele.
A relação dele com Belly, a protagonista, é um eterno vai e vem, um jogo de aproximações e afastamentos que, para qualquer pessoa que já amou de verdade, soa dolorosamente familiar. Conrad não é o cara que vai gritar o que sente do topo de um prédio, ele é o cara que vai segurar sua mão quando ninguém estiver olhando e, mostrar que um simples toque, pode dizer mais do que mil palavras.
O Apelo Emocional
O que nos faz amar Conrad não é só o romance, mas a forma como ele representa o amor.
Ele não é óbvio. Ele não entrega tudo de bandeja. Ele nos lembra que nem sempre amar é fácil — mas que, quando vale a pena, é impossível desistir. Há nele uma mistura de vulnerabilidade e força que é irresistível. Ele é reservado, quase impossível de decifrar, mas tem momentos de entrega que quebram todas as nossas defesas.
É como se ele dissesse:
“Eu posso não saber lidar com tudo agora, mas eu vou te amar da melhor forma que eu consigo.”
Essa honestidade imperfeita é o que o torna tão humano. Porque, no fundo, a gente não quer um amor feito só de grand gestures perfeitas. A gente quer alguém que, mesmo quebrado, escolha ficar. E Conrad escolhe.
Inclusive, como leitora e autora, eu valorizo muito a escolha da Jenny Han de escolher fazer tão bem o arco do Conrad. Como imperfeito no começo da série, e mostrar amadurecimento dele ao longo da história. Mostrá-lo indo para a terapia, vencendo pequenos desafio do dia a dia, superando os traumas familiares dele aos poucos, isso o torna mais importante do que parece. Nós vemos mudança!
A Tradição dos “Homens Conforto”
Conrad não está sozinho nesse panteão de personagens que marcam. Antes dele, tivemos outros homens fictícios que definiram épocas e mexeram com corações ao redor do mundo.
Pense em Noah Calhoun (The Notebook), que construiu uma casa inteira para Allie só porque sabia que ela amava aquela varanda. Pense em Seth Cohen (The O.C.), o garoto desajeitado e apaixonado que virou ícone da cultura pop adolescente. Pense em Gilbert Blythe (Anne of Green Gables), que esperou pacientemente anos pelo amor de Anne, porque sabia que não existia outra pessoa para ele.
O “homem conforto” não é só bonito ou romântico. Ele é um porto seguro emocional, alguém que, mesmo com falhas, nos transmite a sensação de lar. Conrad representa isso para nossa geração. Ele é o rosto que aparece quando pensamos em um amor que nos vê de verdade, que nos entende sem precisar de explicações. Aquele personagem que queremos assistir depois de um dia triste e difícil.
O Impacto Geracional
Nossa geração é marcada por amores rápidos, conversas descartáveis e conexões superficiais. O amor de Conrad é o oposto disso. É paciente, profundo e quase dolorosamente comprometido. Isso é perceptível ao analisarmos que mesmo depois do término dele com a Belly de quatro anos atrás, ele continua sem se relacionar com ninguém porque, na cabeça dele, não existe outra mulher no mundo como ela.
Ele nos lembra que existe algo além da pressa, algo além da instantaneidade das redes sociais. Que ainda é possível ter um amor que te olha nos olhos e diz: “Eu lembro de cada detalhe seu, e isso significa alguma coisa pra mim.”
Ele se tornou um símbolo porque resgata um tipo de amor que sentimos estar desaparecendo. Ele prova que vulnerabilidade é força, que amar é se arriscar a perder, e que tudo isso vale a pena.
Por Que Precisamos de Conrad Fischer
Personagens como ele não existem apenas para nos entreter. Eles servem como lembretes emocionais que o amor existe sim e está por aí esperando a gente!
Quando nos apaixonamos por Conrad, estamos, na verdade, nos reconectando com a ideia de que merecemos um amor verdadeiro.
Mesmo que ele seja fictício, ele nos lembra que podemos — e devemos — buscar algo que nos faça sentir vivos, que desperte em nós a coragem de ser vulneráveis. Repare na Belly, ela parece uma menininha perto dele, e, honestamente, é super legal ser uma mulher empoderada, mas ter alguém com qual você se sente confortável para só rir e ser vulnerável, isso, meu amor, é romance
E, talvez, esse seja o maior poder de Conrad Fischer: ele nos faz acreditar. Não em um amor perfeito, mas em um amor real, imperfeito, profundo e, acima de tudo, nosso.
O Legado
Conrad é mais do que uma fase, mais do que um crush de verão. Ele é um símbolo emocional que vai acompanhar nossa geração pelo resto da vida. Quando olharmos para trás, vamos lembrar dele não apenas como o garoto de Cousins Beach, mas como o garoto que nos fez acreditar, mesmo que por algumas horas, que o amor ainda vale a pena.

E, no fim, talvez seja isso que faz a obsessão coletiva por Conrad Fischer ser tão especial: ele não nos dá todas as respostas, mas nos lembra que vale a pena continuar procurando por elas na vida real!
Obrigada por isso, Jenny Han!
Obrigada pela leitura! 💕
































Amei o post, mari
Aiai só tava querendo um desse na minha vida aff
Não vi a série mas esse cara é RIDICULAMENTE LINDO AFF
TEREMOS MAIS DE CONRAD AMIGAS
amanhã já é o último??????